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FAC - Perguntas e Respostas

DÚVIDAS FREQUENTES:

 

QUAL HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA LOJA?

Os dias e horários de atendimento de nossas lojas podem ser verificados através do link:

Https://Www.Brewhouseinsumos.Com.Br/Comuns/Lojas

 

COMO FAZER A PRIMEIRA CERVEJA? E QUAL A MELHOR FORMA?

O processo de produção de cerveja é apenas um que consiste em três etapas principais: mostura; fervura; fermentação. Mas, para execução deste processo, existem diversos métodos e equipamentos disponíveis. Confira os métodos mais tradicionais e como funcionam:

 

1.1  MÉTODO 3 CALDEIRÕES: É composto por 3 caldeirões, onde um primeiro caldeirão é utilizado para mosturação/filtração, o segundo para reserva de água de lavagem dos grãos durante a etapa de filtração e o terceiro caldeirão utilizado para recebimento do líquido filtrado e fervura.

 

1.2  MÉTODO COM 2 CALDEIRÕES: Utiliza-se 1 caldeirão para mosturação/filtração, 1 caldeirão para fervura e 1 balde fermentador para reserva de água quente para lavagem dos grãos na etapa de filtração.

 

1.3  MÉTODO COM 1 CALDEIRÃO (FUNDO FALSO OU BAZOOKA): Utiliza-se 1 caldeirão para mosturação/filtração/fervura, onde acompanham 2 baldes fermentadores, 1 balde para reserva de água quente para lavagem dos grãos na etapa de filtração, sendo o outro balde o recipiente que irá receber o liquido filtrado, e após finalizada a etapa de filtração, limpa-se o caldeirão, e devolve o liquido filtrado do balde fermentador para o caldeirão, iniciando a etapa de fervura.

 

1.4  MÉTODO COM 1 CALDEIRÃO (BIAB): Utiliza-se 1 caldeirão para mosturação/fervura, o processo de filtração se dá através de um grain bag (saco para grãos), onde consegue, nesta etapa, erguer o bag e separar os grãos do resto do mosto que irá para etapa de fervura. importante lembrar que neste processo, pode-se utilizar a quantidade total de água do processo, ou seja, água mosturação + água lavagem para iniciar mosturação, não sendo necessário assim, realizar a lavagem dos grãos durante o processo de filtração. em caso de necessidade de lavagem dos grãos no processo de filtração, podes utilizar 1 balde fermentador para reserva de água quente para lavagem dos grãos.

 

Já com relação à escolha do primeiro estilo a ser brassado, sugerimos que opte por um estilo leve, de fermentação ALE, sem uma carga muito alta de malte e lúpulos. Dentro desse perfil os melhores estilos seriam Cream Ale e Blonde Ale. Se posterior à brassagem realizar a fermentação em temperatura ambiente, uma terceira opção de estilo seria a American Pale Ale, devido ao perfil aromático do lúpulo, que ajudará a "camuflar" a possível esterificação do fermento.

 

O QUE SIGNIFICA LAGER E ALE?

São os dois tipos principais de classificação da cerveja. A principal diferença entre elas está no tipo de fermentação. Nas cervejas lager, fermenta-se em baixas temperaturas (6° à 13°c), onde a levedura na maioria das vezes fica em atividade no fundo do fermentador, já em cervejas tipo ale, temos uma fermentação em temperatura mais elevadas (15° à 24°c), onde a levedura trabalha do centro ao topo do fermentador, em suspensão. Em geral cervejas lager’s são cervejas mais leves, de coloração claras e amargor moderado, já nas ale’s temos cervejas mais frutadas e lupuladas, com mais corpo e sabor, a coloração também pode variar para cada estilo.

 

O QUE É LUPULO DE AMARGOR E AROMA?

Para determinarmos se um lúpulo será de aroma ou amargor em nosso processo, é necessário primeiro definir o tempo em que ele ficará em fervura, tendo em vista uma fervura padrão de 60 minutos, lúpulos que são adicionados no inicio da fervura acabam por ter o seu potencial de amargor exposto de forma mais evidente, se o desejo é aproveitar ao máximo o sabor do lúpulo, em geral adiciona-se a partir dos 40, 30 minutos de fervura, quando o desejo é aproveitarmos o aroma do lúpulo, adiciona-se ao final da fervura, nos 15, 10, 5 minutos finais ou até mesmo quando se desliga a fervura.

De uma forma geral, porém não padrão, utiliza-se lúpulos com maior teor de ácido alfa para buscar mais amargor na sua cerveja, quando o desejo é obter mais sabor e aroma, utiliza-se lúpulos de menor teor de ácido alfa para obter estes resultados.

 

COMO HIDRATAR O FERMENTO?

Quando o fermento é seco (em pó), o envelope de fermento vem com atmosfera inerte ou embalado à vácuo. Para hidratá-lo, medimos em um ambiente estéril*, 10 vezes o peso do fermento em volume de água, ou seja, se o envelope vem com 10g, medimos 100ml no recipiente e levamos ao fogo para ferver e esterilizar a água. Feito isso, é necessário aguardar que a água volte à temperatura ambiente também em um ambiente estéril para que não contamine a água fervida. Quanto atingida temperatura em torno de 25°, gentilmente polvilhamos o fermento neste recipiente com água estéril, colocamos um pedaço de papel alumínio ou papel filme para fechar a entrada de ar, agitamos levemente e deixamos descansar por no máximo 30 minutos. Passando o tempo de espera, pode inocular o fermento no tanque fermentador com o mosto já resfriado.

Importante salientar que devemos respeitar a temperatura de hidratação de cada levedura:

Levedura ale – 25°c à 29°c

Levedura lager – 21°c à 25°c

*(Erlenmeyer ou copo de Becker é a melhor opção pois pode ser levado diretamente ao fogo)

Fermentos líquidos em geral não necessitam de hidratação.

 

COMO SABER SE MINHA CERVEJA ESTÁ FERMENTANDO?

Primeiramente, termos uma taxa correta de inoculação da levedura sobre a quantidade de litros de mosto e também pela og do mosto, é de suma importância para obtermos uma fermentação saudável. Em geral os fabricantes de fermento informam que 1 sachê de levedura ale fermenta entre 20 e 30 litros de mosto, quando à og média de 1.050. Aliado ao saber a temperatura em que sua cerveja está fermentando, são parâmetros cruciais para uma boa fermentação, ideal neste caso que se tenha uma geladeira com um termostato instalado para controlar a temperatura em que estamos colocando nosso mosto para fermentar, sempre, claro, respeitando os parâmetros de temperatura de fermentação de ale’s (17° à 23°c) e lager’s (9° à 12°c), cada termostato vem com um sensor de temperatura, este sensor deve ser colocado dentro de um poço termométrico, instalado no balde fermentador, ou colado na parede do balde, protegido por uma camada de manta térmica, assim conseguimos obter o mais próximo possível da temperatura do mosto, e também manter um padrão em temperatura de fermentação.

Para sabermos se o mosto está fermentando e acompanhar este processo de perto, devemos ter um densímetro de massa específica ou um refratômetro de bolso, com estes equipamentos, podemos ter acesso à volume de densidade do mosto e é possível acompanhar diariamente os valores sendo alterados.

 

Refratômetro: Equipamento de refração à luz, necessita de apenas algumas gotas de mosto para realizar a leitura. Esta opção torna-se viável a longo prazo pela economia e praticidade em leitura, tendo correção automática de temperatura (10° à 30°c), porém tem uma “desvantagem” em relação ao densímetro, pois uma vez que utiliza-se o refratômetro, o alcool distorce a leitura do aparelho, tornando-a margem de erro maior a cada leitura, uma vez que temos mais alcool no mosto a medida que a fermentação vai ocorrendo. Neste caso, é necessário utilizar uma tabela em excel disponível neste link .... Tabela basta informar o valor obtido antes de adicionar o fermento no mosto e os valores que estão sendo obtidos erroneamente com o refratômetro, a medida que vai preenchendo os dados, as correções aparecem automaticamente.

 

Densímetro: Existem hoje dois tipos de densímetros, e eles se diferenciam pela quantidade de amostra que coletamos para conseguirmos realizar as leituras, existe o densímetro mini, que necessita de uma proveta de apenas 100ml para coletar amostra, e também existe o densímetro de tamanho convencional, que necessita de uma proveta de 250ml para coletar amostras. Ambos têm a mesma faixa de leitura (1.000 à 1.100) e tem a faixa de temperatura de leitura ideal fixada em 20°c.

 

AIRLOCK NÃO ESTÁ BORBULHANDO, O QUE PODE SER?

O airlock não apresentar borbulhas não significa que o fermento não está trabalhando sobre o mosto, pode estar relacionado à algum vazamento de ar do fermentador ou também à temperatura em que o fermento está submetido, estando em uma temperatura mais baixa que a recomendada pelo fabricante, pode adormecer as células e acabar por não ocorrer fermentação na eficiência esperada, enquanto não for corrigida a temperatura.

  

PRIMING OU CARBONATAÇÃO FORÇADA?

Priming consiste em uma solução de água previamente fervida com açúcar, gerando uma calda que pode ser adicionada de duas formas, diretamente nas garrafas com auxílio de uma pipeta dosadora, ou diretamente no volume total de mosto já fermentado. Neste último caso, é necessário um segundo balde ou bombona fermentadora, para conseguirmos separar o fermento e termos somente o mosto já fermentado no segundo balde/bombona para mistura do priming. O priming também pode ser feito aplicando o açucar diretamente na garrafa de acordo com a quantidade necessária, no momento do envase.

 

Carbonatação Forçada consiste em injetarmos co2 alimentício de forma forçada dentro do barril de inox, é importante termos os equipamentos apropriados para conseguir realizar este procedimento, são eles:

- CILINDRO CO2 C/ REGISTRO

- REGULADOR DE PRESSÃO C/ MANÔMETROS

- BARRIL DE INOX

- VALVULA EXTRATORA C/ ALÍVIO DE PRESSÃO

- MANGUEIRAS PARA CONEXÃO (1/4 GÁS E 3/8 CHOPE)

- MANÔMETRO COM ADAPTADOR PARA EXTRATORA DE BARRIL

- TAMPÃO P/ SAÍDA LÍQUIDO BARRIL

 

ENVASAR EM BARRIS OU GARRAFAS?

O processo de envase em barris ou garrafas se dá praticamente da mesma forma, a diferença está entre os volumes trabalhados, e também ao valor investido em cada equipamento. Para os cervejeiros mais iniciantes recomendamos o processo em garrafas, pois requer menor investimento e acaba sendo mais prático uma vez que se pode misturar o primming no volume total de mosto antes do envase, já sendo um cervejeiro que quer fazer um upgrade no equipamento em questão de envase, vale a pena maturar a ideia de adquirir os equipamentos para embarrilamento, requer um maior investimento, mas otimiza bastante o processo de envase e carbonatação, uma vez que é possível fazer injeção de co2 diretamente na cerveja dentro do barril

 

O QUE É O RESIDUO QUE FICA AO FUNDO DAS GARRAFAS? TEM COMO DIMINUÍ-LO OU REMOVÊ-LO?

Trata-se de levedura decantada do processo de refermentação. Cerveja artesanal sempre tem estes resíduos, algumas podem conter mais ou menos, dependendo do processo de envase aplicado na produção da cerveja. Quando envasamos diretamente do balde que foi fermentada, a cerveja acaba arrastando um pouco de levedura para as garrafas, e combinada com a porção de açúcar incluído nas garrafas, sofre um processo de refermentação, gerando co2 dentro do vasilhame. Uma forma de não arrastar tanta levedura para dentro das garrafas é, após o fim da fermentação, obter um segundo balde sanitizado, e transferir o mosto para este segundo balde, deixando a levedura em excesso para trás, poderás notar que, consequentemente terás menos levedura ao fundo das garrafas, mas o processo de refermentação pode demorar alguns dias a mais devido à menor quantidade de levedura dentro dos vasilhames.

 

COMO É FEITO O ENVIO DE INSUMOS?

O envio de encomendas é feito de segunda à sexta-feira, em horário comercial. Aos finais de semana não são feitos envios via correios ou transportadora, procuramos acondicionar da melhor forma possível os insumos e equipamentos dentro das embalagens de envio, enviamos para todo o brasil, temos o serviço de entrega via correios pac e sedex, e também podemos verificar junto à transportadoras parceiras prazos e valores.

Em nossa loja virtual ainda não dispomos de frete via transportadora, somente via correios, porém, caso deseje uma cotação de frete para pedidos e quantidades maiores, entre em contato com nosso setor de atendimento no contato@brewhouseinsumos.com.br que teremos o prazer de lhe apresentar a proposta.

 

O TEMPO EM TRANSPORTE FORA DA GELADEIRA AFETA/PREJUDICA LÚPULOS E FERMENTOS?

Hoje recebemos lúpulos e fermentos de nossos fornecedores em embalagens com atmosfera inerte ou embalados à vácuo, o que garante a integridade e qualidade do produto mesmo quando não acondicionado na temperatura ideal de armazenagem, o que é o caso dos transportes via correios ou transportadora, ou seja, lúpulos e leveduras não são prejudicados pelo tempo fora da geladeira em transporte.

Indicamos que, assim que receber os produtos em sua residência ou no local de brassagem, os acondicione de maneira adequada, respeitando o indicativo na embalagem.

 

POSSO ARMAZENAR LÚPULOS E FERMENTOS APÓS A EMBALAGEM TER SIDO ABERTA?

Sim. Para ambos é necessário que permaneçam sempre refrigerados, principalmente após a utilização. Quanto menor a temperatura de armazenamento, maior a garantia de que não terá perdas na eficiência de aroma no caso dos lúpulos, e de fermentação no caso dos fermentos. Geralmente no caso dos fermentos, a quantidade adquirida é a total necessária para a produção, não sendo necessário o armazenamento posterior. Mas, caso seja, o ideal é que ao manusear o pacote de fermento, ocorra a esterilização total do ambiente e de tudo que entrará em contato com o pacote. Após o uso, é necessário isolar completamente a abertura do pacote para não ter contato direto com o oxigênio. Inclusive, sugerimos que se for necessário o armazenamento do fermento após uma primeira utilização, o furo à ser feito no pacote seja o menor possível, também para diminuir a área de contato com o oxigênio.

Quanto aos lúpulos, é mais frequente a necessidade de armazenamento após aberto, visto que as receitas costumam ter quantidades fracionadas, e a menor embalagem que temos é de 50g. Neste caso, basta fechar completamente a embalagem após o uso, para que não haja perda de aroma devida à volatilização dos óleos de aroma e armazenar a mesma em ambiente refrigerado.

 

 

TERMOS OU “DICIONÁRIO” CERVEJEIRO:

 

BRASSAGEM – Na fabricação de cerveja, ato, processo ou efeito de misturar o malte e a água, sob a ação do calor; brassadura.

 

MOSTO – Denomina-se mosto o extrato resultante do cozimento dos grãos de malte.

 

MOSTURAR (MASH) – Etapa que consiste em realizar o cozimento dos grãos à determinada temperatura, a fim de converter o amido do grão em açúcares fermentescíveis.

 

CAMA DE GRÃOS – Na etapa de filtração, o mosto é separado das cascas e restos de grãos do malte, formando sob sua tina de filtração, a cama de grãos.

 

BIAB – Termo em inglês que significa “brew in a bag”, consiste no processo de produção com a utilização de uma única panela para todas as etapas, pelo uso de um saco resistente para cozimento dos grãos, nele é feito mosturação e filtração dos grãos, posteriormente sendo removido com o bagaço de malte, e realizada a fervura no mesmo caldeirão.

 

BAZOOKA – “Bastão” com furações em todo o corpo, é utilizado para filtrar o mosto na etapa de filtração.

 

FUNDO FALSO – “Forma” com diversas furações que fica ao fundo da panela de mosturação, utiliza-se para filtrar o mosto.

 

LAVAGEM DO MOSTO – Etapa que consiste em adicionar água quente à 76°c sobre a cama de grãos, afim de obter maior rendimento sob os açúcares dos grãos.

 

MASH OUT – Elevação de temperatura à 76º durante 10 minutos, para desativar as enzimas dos grãos.

 

OG – ORIGINAL GRAVITY – GRAVIDADE ORIGINAL – É a leitura de densidade que obtemos antes de adicionar o fermento no processo de fermentação.

 

FG – FINAL GRAVITY – GRAVIDADE FINAL – É a leitura de densidade que obtemos quando o fermento consumir todos os açúcares fermentáveis e a sua cerveja terminou de atenuar.

 

GRAUS BRIX – É a leitura que obtemos com o equipamento de refração à luz, chamado refratômetro, graus brix tem equivalência bem próxima ao plato.

 

PLATO – Unidade de medida mais conhecida entre as cervejarias, que utilizam equipamento próprio chamado sacarômetro para leitura neste formato.

 

ATENUAÇÃO – Chamamos de atenuação quando o fermento consome os açúcares fermentáveis e vai gerando alcool no mosto.

 

SANITIZAÇÃO – Consiste em esterilizar os equipamentos de produção.

 

ENVASE – Etapa em que colocamos a cerveja já fermentada em um ambiente estéril, pode ser em growlers, garrafas ou barris.

 

CARBONATAÇÃO – Processo que consiste em gerar gás na cerveja, seja por carbonatação forçada ou priming.

 

PRIMING – Utiliza-se uma solução de água + açúcar para que o fermento consuma, durante a etapa de refermentação, gerando assim pressão dentro da garrafa ou barril, hoje já são vendidos saches de açúcar com a dosagem exata para adicionar às garrafas.

 

DRY HOPPING – Processo que consiste em obter maior aroma de lúpulo em sua cerveja, é feito após a etapa de fermentação ou maturação.

 

HEAD SPACE – Espaço necessário que fica dentro do fermentador para que a agitação do mosto seja feita sem jogar para fora do fermentador o krausen, quando para carbonatação, é o espaço que fica dentro da garrafa ou barril, para que ocorra inserção de co2 no liquido.

 

KRAUSEN – Termo usado para se referir ao colarinho de espuma que se forma no topo da cerveja durante a fermentação.

 

OFF FLAVOUR- São sabores ou aromas desagradáveis na cerveja, são decorrentes de alguma falha no processo ou até mesmo de alguns compostos indesejados na materia prima.